Publicado por: Katarine Rosalem | 12/08/2010

Literatura musical

Músicas e poesias dão o ritmo e o tom do programa Um Dedo de Prosa do próximo domingo. Caê Guimarães nos recebeu na casa dele para falar um pouco sobre seus livros e sobre os planos para o futuro.

Eletropoemas
Caê Guimarães vive em um lugar bucólico, próximo ao mar de Vila Velha. É lá que ele encontra inspiração para escrever as poesias e as crônicas publicadas quinzenalmente no Jornal A Gazeta e no blog
“Nas cordas com Caê”. Na bagagem, o jornalista carrega a produção de três livros e a participação em outras publicações de literatura.
Em 2009 o poeta participou de um evento na França, onde lançou, junto com outros artistas, o projeto “A Tempestade”, que mistura música eletrônica e poesias. Arte que ele chama de eletropoemas.

Rente

Nós que nascemos imprevidentes,
nós que nos previmos videntes,
viveremos na pauta previsível do inconseqüente.
Cobriremos com panos de cabra-cega o olhar abstrato do impotente.
Olho no olho. Dente no dente.
O dente branco morde a carne viva de quem sente.
O olho enxerga esperto a medida que nomeia tudo.
O dente rasga a pele e cai saliva no que é quente.
O olho olha seco o oceano que rodeia mundo.

Dente no olho.
Leite no dente.
Rente.
Como quem quase sente.
Quase como quem mente.

Conheça mais do autor no blog “Nas cordas com Caê”.

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